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Quinta, 02 de dezembro de 2021
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Operação resgata 15 trabalhadores de situação análoga à escravidão no Pará

Casa onde eles ficavam abrigados estava infestado de ninhos de vespas e eles não podiam comer o que colhiam

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Uma operação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Auditoria Fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Previdênciares, resgatou 15 trabalhadores de situação análoga à escravidão em uma lavoura de feijão no nordeste do Pará. O grupo estava abrigado em um local com ninho de vespas, sem cama nem instalações sanitárias. Os trabalhadores também não tinham contrato, nem equipamentos de segurança individual.

Não foi informado há quanto tempo os trabalhadores estavam nessa situação e nem a identidade do empregador. Segundo o MPT, ele firmou termo de ajustamento de conduta e pagou indenização por dano moral individual, além dos direitos trabalhistas pelos serviços prestados e verbas rescisórias. O valor também não foi revelado pelo MPT.

A operação de combate ao trabalho escravo foi realizada entre 11 de outubro e esta quarta-feira (20) na fazenda Tauarizinho, que fica nos municípios de Capanema e Santa Luiza do Pará.

A casa onde as pessoas estavam abrigadas para trabalhar não tinha camas, mesa, cadeiras, geladeira, nem banheiro.

 

"Dessa forma, eram obrigados a realizar suas necessidades fisiológicas no mato, tanto quando estavam na frente de trabalho, quanto no alojamento", informou o MPT.

 

As equipes envolvidas na operação encontraram alguns trabalhadores com calçados rasgados e outros com sandálias de dedos, pois não era fornecido qualquer equipamento de proteção individual (EPIs). Eles também não podiam comer o feijão que colhiam.

"Submetidos a condições de insegurança alimentar e hídrica, compravam 'fiado' arroz nas tabernas dos vilarejos em que suas famílias residem para ser pago no retorno de meses na fazenda, durante a safra", detalhou o MPF.

 

Ainda de acordo com o Ministério Público do Trabalho, o termo de ajustamento de conduta firmado com o empregador prevê , além dos pagamentos feitos aos trabalhadores resgatados, que nas próximas contratações haja contrato com salários, EPIs, além de local adequado para que os trabalhadores fiquem, com água, instalações sanitárias e móveis.

Fonte/Créditos: G1 Pará

Créditos (Imagem de capa): Trabalhadores estavam com sandálias e sapatos furados no local de trabalho, sem equipamentos de segurança — Foto: MPT/Reprodução

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