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Quinta, 21 de outubro de 2021
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Devotos pedalam mais de 300 km até Belém para o Círio de Nazaré

Há romeiros também caminhando nas estradas em percursos de mais de 100 quilômetros. Segundo a Igreja Católica, mais de 5 mil devotos fazem percursos a

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Devotos do interior do Pará já estão na estrada rumo à capital paraense para as festividades da 229ª edição do Círio de Nazaré. Segundo a Igreja Católica, mais de 5 mil devotos se deslocam a pé para Belém todos os anos.

Romeiros de várias cidades do Pará saem pelas estradas do estado a pé ou de bicicleta. Em alguns municípios, os grupos de romeiros enfrentam mais de 300 km de percurso, encorajados pela fé em Nossa Senhora de Nazaré.

Em Paragominas, sudeste paraense, um grupo de ciclistas saiu na madrugada desta quinta-feira (7) rumo à Basílica, em Belém. Esse é o 7º ano consecutivo de participação dos ciclistas no Ciclo-Romaria. A concentração começou de madrugada e às 5h os devotos seguiram pela BR-010 rumo à capital.

Por conta da pandemia de Covid-19, o grupo de ciclistas foi reduzido este ano, contando com cerca de 25 pessoas. Eles vão enfrentar 315 km de distância de Paragominas até Belém.

Os romeiros fazem duas paradas obrigatórias na estrada e depois seguem direto, com estimativa de chegada na sexta-feira (8), por volta de 16h.

Romeiros mais de 100 km a pé

Já no município de Magalhães Barata, nordeste do estado, um grupo de romeiros saiu a pé na tarde da última segunda-feira (4) rumo à Belém. São 162 km de caminhada. Os devotos pretendem chegar à Basílica na manhã desta sexta-feira (8).

Belmiro Raiol tem 74 anos e caminha pela 9ª vez em promessa devido a um problema de saúde.

 

“No primeiro ano vim por curiosidade, no segundo porque eu gostei e do terceiro em diante foi devido à minha visão. Eu prometi que só pararia quando não tivesse mais condições de caminhar”, afirma o aposentado.

 

A caminhada é dura e cansativa, mas os fiéis explicam que utilizam estratégias para amenizar as dificuldades do trajeto. Eles escolhem caminhar sempre de 1h da manhã às 9h, para não enfrentar períodos de sol forte.

Durante o descanso, eles se alimentam e cuidam do corpo para aguentar o próximo turno. Alguns fazem paradas em igarapés ao longo da estrada para se refrescar contra o calor do verão amazônico. Todo esforço vale a pena para não desistir do objetivo final.

 

“A nossa fé nos leva, nos carrega, nossa senhora passa à frente e Deus faz a ação em nossas vidas e a gente não desiste” declara o agente comunitário Edson Silva, que está há três dias em caminhada.

Fonte/Créditos: G1 Pará

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